segunda-feira, 14 de abril de 2008

Minhas impressões

Já tentei começar esse post 3 vezes. Não consegui um começo bom em nenhuma das tentativas.
Estava querendo falar sobre o caso da menina Isabella, falar sobre a abordagem que essa mídia podre e sensasionalista deu ao caso, falar minhas impressões sobre o caso, mas não sei por onde começar.

Na verdade sei, mas não tem um fio da meada a ser seguido... não tem uma estrutura lógica para desenvolver meu pensamento, mas falarei um pouco sobre isso.

Incrível a abordagem que a mídia deu ao caso, não é? Não que seja desnecessário, mas tenho a impressão de que, caso tivesse um caso mais "bomba" para ser dissecado, a morte de Isabella passaria sem muito alarde.

As grandes redes dedicaram boa parte do tempo de seus principais jornais para tratar o assunto, os grandes jornais dedicaram boa parte de suas folhas ao caso, os rádios, os portais, os blogs, até eu estou dedicando parte do meu tempo para falar do caso. Incrível isso.

Incrível como podemos ser manipulados pela mídia. A nossa indignação está sendo manipulada, de certa forma: em vez de nos indignarmos com a atual situação da instituição família, estamos indignados com um caso em particular, assim como estivemos indignados com o caso da Susane Von alguma coisa, que ajudou a matar seus pais.

Enquanto isso, temos inúmeros pais estuprando suas filhas nas vilas do Brasil. Temos inúmeros casos de crianças sendo torturadas por suas mães ou sendo exploradas nos sinais. Temos casos de violência familiar, assim como tivemos o caso do neto que assassinou sua avó, dia desses, ou o caso da empregada que espancou até causar a morte de uma senhora, mas só nos indignamos com os casos que apareceram na televisão. Parece que só eles são dignos de nossa atenção, ou seja? Só para rimar com atenção: MANIPULAÇÃO!

Além de manipular, vemos uma situação em que o emocional da família é totalmente deixado de lado. Não importa o estado da mãe da garota, o que importa é em que rede de televisão ela dará a primeira entrevista. O que importa é que o caso seja dissecado até a última instância, até que o último ponto no ibope seja conseguido, ou até que a última revista seja vendida.
Um nome pra isso? ABSURDO!

Mas vamos voltar ao caso Isabella, que é o nosso atual "caso indignação":

Estamos sendo levados a crer que o pai ou a madrasta matou a menina. Eu, particularmente, manipulado ou não, creio que foi um dos dois mesmo.
Subir em uma cama, usar uma tesoura e uma faca para cortar uma tela de proteção, aparecer com sinais de espancamento e ainda se jogar de um prédio não me parece uma idéia interessante para uma criança de baixa idade.
Aliás, será mesmo que ela tinha força suficiente para cortar uma tela feita com fios nylon?

Acho que a dúvida vai continuar até que o caso seja solucionado e julgado.

Até lá, abramos, pois, as portas para a mídia manipuladora e nos deixemos manipular.
Caso apareça outro "caso bomba" até o próximo post, comentarei, manipulado ou não.

Bruno Sampaio.

Nova Cara

Aí em 15/2/2008 reduzi o estômago.

Hoje, dia 14/4/2008, já perdi 28kg.

Pronto. Parei de falar da gastroplastia e vou falar do que eu quiser =P

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Um ano depois...

2007 chegou e com ele chegou também tudo que é preocupação com vestibular.

Primeiro estava na sala de saúde, depois decidi fazer vestibular para um curso de exatas (bacharelado em química), mesmo sem nunca ter assistido as aulas especificas de exatas e, mesmo querendo fazer humanas (nossa! que decidido ¬¬'), prestei vestibular para química e passei (isso em 2006).

Aí decidi que faria medicina e me matriculei em um extensivo. Só aguentei até maio e sai de lá. Consegui me matricular na UFC e em agosto voltei. Foi um porre! Não tive uma cadeira de química e tal...


Nesse processo, teve toda uma depressão causada pela dúvida sobre que carreira seguir, por causa do medo de não passar, enfim, para concluir o processo de um ano:

Terminei com 140 e 1,83m (hunf)

=/

Primeira consulta

Depois de tudo, marquei minha primeira consulta, com o Dr. Ney Lemos, ao meio dia do dia 4/10/2006.


Estava ansiosíssimo, como podem ver no meu post na comunidade Redução de Estômago (ah, eu tô lembrando bem das datas porque ficou guardado nas comunidades, tá? tenho corpo de elefante, mas a memória é bem humana ;) )

" É amanhã 12:00 a consulta com o cirurgião!!!

É minha primeira consulta e eu tô morrendo de medo de ele dizer que meu caso não é indicado para a cirurgia. Ainda mais pq a minha mãe vai e vai queimar meu filme, dizer que eu sou sedentário, q só como e durmo etc...

Mas ao mesmo tempo eu tô feliz, enfim...

Amanhã eu passo para dizer como foi minha primeira consulta!!! Abraços!"


É óbvio que minha mãe ou meu pai (que foi quem acabou indo comigo) iam querer queimar meu filme para o cirurgião!
Quem nunca ouviu "você é gordo porque é sedentário", ou "você é gordo porque não fecha a boca", ou até a pérola "se vai reduzir o estômago e comer quase nada, que coma quase nada com o estômago normal, é a mesma coisa".

A primeira consulta foi bem produtiva. O Dr. Ney Lemos passou bastante confiança ao meu pai e a mim. Disse que me achava bastante consciente e que não sabia ainda se meu processo seria clínico ou cirurgico. Lembre que tinha 130kg e 1,84m (hunf, hoje tenho 1,83 ;/), ou seja, IMC 39.

Me mandou ao endocrinologista que me acompanhava, pois queria um parecer dele.


Daí tudo esfriou. Não marquei o endocrinologista e meio que a vontade inicial esfriou.

O início

A vontade inicial de fazer a cirurgia de redução de estômago veio em 2006, setembro de 2006.
Tinha 130 kg e 1,84m (hoje tenho só 1,83 :/ :/ :/ - o peso já me puxou pra baixo, saco!)

Criei um post na comunidade Redução de Estômago pedindo conselho as pessoas que já tinham feito, para eu me orientar.

Enquanto não marcava atendimento médico comecei a pesquisar sobre a cirurgia, conversar com pessoas operadas, buscar saber sobre os métodos de cirurgia, enfim, comecei a ficar por dentro do processo ao qual estaria afim de me submeter.

Também comecei a me orientar sobre os planos de saúde (era e sou dependente do meu pai, na Unimed).

Foi a primeira frustração.

Meu plano, por não ser regulamentado*, não cobre o processo de gastroplastia, visto que é um "processo novo" no Brasil e na época em que eu entrei no contrato do meu pai (1988) não tinha, né?

Aí depois soube de algumas medidas que poderiam ser tomadas, a maioria delas por meio da Miriam (Olhos de Safira; uma gastroplastizada que tem cara de bailarina e que é bem ativa nas comunidades de gastroplastia) como entrar com um processo junto a Unimed e ela seria obrigada a arcar com a cirurgia, daí me tranqüilizei um pouco e marquei a minha primeira consulta.


*Planos não regulamentados são os planos que tiveram contrato assinado antes de 1999 e que não cobrem uma série de procedimentos. Geralmente, os planos querem forçar as pessoas a regulamentarem seus planos, afinal planos regulamentados cobrem um leque maior de procedimentos médicos, só que são mais caros.

Olá!

Me chamo Bruno Sampaio (óóó). No momento, tenho 19 anos e estou em processo de pré-gastroplastia.

Resolvi criar o blog, inicialmente, pra dividir as experiências de todo o processo da gastroplastia, expor minha opinião sobre o mundo, falar um pouco de música, enfim, é um blog como outro qualquer.

Inicialmente, darei destaque a gastroplastia pq é um processo que eu estou vivendo e que eu acho que pode ajudar a várias pessoas.

Vivo comentando nas comunidades de redução por aí, mas aqui se faz um espaço, digamos, mais íntimo. Fica melhor para me expressar, néam?

=D